Segurança pública terceirizada. Saiba qual é a opinião da Diretoria e Conselho da AMAF. Mande a sua pelo Fale Conosco.


Na reunião mensal realizada em 29/01/2017, que a AMAF fez na sede do Bosque da Freguesia, foi colocada na pauta da reunião (amplamente divulgada pelo site, face book e e-mail para os cadastrados no sistema da Associação), a questão da segurança pública e a nova modalidade que o Governo do Estado implantou em 2016 em alguns locais do Rio através da contratação de empresas privadas para assumir esse papel.

O tema é polêmico e como tal será tratado nas próximas reuniões da AMAF com a opinião dos moradores recebidas via e-mail e dos presentes nas reuniões para no mês de abril realizar um seminário sobre o assunto com a participação de autoridades e personalidades ligadas à área da segurança publica.

Sobre o assunto, a Diretoria e o Conselho da AMAF manifestam o seguinte:


“O aumento da violência no nosso bairro tem sido relatado à Amaf por alguns moradores.
Ressalta-se que este problema não ocorre somente aqui na Freguesia, mas também em outros bairros da cidade e no país como um todo e, para entender sua origem, seria preciso falar de história, desigualdade, educação, corrupção, etc.
Darcy Ribeiro, em 1982, afirmou: “Se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios” e o que vemos aflorar nos presídios, cadeias e nas próprias ruas comprovam suas palavras.
Uma das sugestões levantadas foi a adesão a um projeto que nasceu da parceria de uma instituição privada ligada ao comércio com o poder público. Este projeto divide opiniões – alguns são contra, outros a favor.
A Amaf entende que segurança pública é, conforme consta no próprio nome, pública, não devendo ser terceirizada, pois a terceirização não garante eficiência, menor custo, transparência e responsabilidade pelos erros cometidos.
Logo, a luta deve ser para que a segurança pública dê conta dos desafios e problemas.
Afinal, todos nós pagamos impostos.
Para tanto, é preciso investir:
– na formação e acompanhamento dos profissionais,
– na boa e justa remuneração,
– no fornecimento de recursos materiais,
– na celeridade dos processos e
– no combate à impunidade (exemplo que deveria ser dado pelos nossos governantes).
Além disso, a Amaf entende que a violência não deve ser vista somente como um problema de segurança pública, mas sim como um problema social, que abrange diversos fatores.
Enquanto focarmos somente num lado,
– o eterno e infrutífero embate e combate a delinquência,
– a não criação de uma metodologia para separar o joio do trigo e de mecanismos de resgate dos infratores,
e não enxergarmos o todo, que é fundamental para encontrar as melhores respostas, estaremos apenas alimentando o exército do tráfego e entupindo os reformatórios juvenis, hoje berço da delinquência mais profunda.

Nesse sentido a Amaf conclama/convida/convoca aos(às) moradores(as) e a sociedade em geral à reflexão e ao debate de ideias no seminário de violência a ser organizado em abril deste ano.

Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2017
A Direção e Conselho da AMAF”


Outros posts sobre o assunto de segurança:

 

15/12/2016: https://www.amafreguesia.org/a-seguranca-e-uma-das-maiores-preocupacoes/

22/11/2016: https://www.amafreguesia.org/reuniao-do-conselho-comunitario-de-seguranca-do-18obpm-jacarepagua/

15/01/2016: https://www.amafreguesia.org/a-criminalidade-na-freguesia/

07/03/2015: https://www.amafreguesia.org/moradores-de-jacarepagua-protestam-contra-o-aumento-da-violencia-no-bairro/

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