Mais sobre a feira agroecológica da Freguesia.


(Esta matéria foi elaborada com a colaboração de Annelise Fernandez)

Atualizado em 12/02/2016

A feira Orgânica/Agroecológica da Freguesia: a quem nossas escolhas beneficiam?

A Feira Orgânica/Agroecológica da Freguesia foi inaugurada em agosto de 2013.

Ela faz parte do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas e surge como uma demanda antiga dos moradores da Freguesia à AMAF (Associação de Moradores da Freguesia).

Em 2012, a partir de contatos com a SEDES (Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico Solidário) e a Rede Carioca de Agricultura Urbana, começaram os preparativos para a feira.

Seus agricultores passaram por um curso de formação, no qual discutiram economia solidária, formação de preços, sistema participativo de garantia (certificação orgânica) e construíram o estatuto da feira.

Diferente das outras feiras do Circuito, grande parte dos seus feirantes são agricultores locais – de Vargem Grande, Taquara – e contam com a participação de agricultores da Região Metropolitana e Serrana.

Além de orgânica, a feira também se identifica com os valores da agroecologia (https://www.youtube.com/watch?v=z6xAkNPV3QI).
O que isso quer dizer? Significa que mais do que plantar sem agrotóxicos, seus agricultores e organizadores acreditam na feira como um espaço de valorização do pequeno agricultor familiar e urbano, que vende seu produto diretamente para o consumidor, que entende que o mercado não é apenas para gerar lucro, mas sim para permitir que o(a) agricultor(a) possa continuar sendo agricultor(a) ou vivendo da sua terra.

Pense nisso. Quem você empodera quando compra seus alimentos?

A quem beneficia

Feira Orgânica/Agroecológica da Freguesia
Feiras orgânicas/agroécologicas e cidades sustentáveis

Como construir uma cidade sustentável?

Um dos caminhos é a produção de alimentos locais, diminuindo os custos econômicos, ambientais e sociais do transporte de alimentos, que vindos de lugares distantes, exigem uma logística poderosa (estradas, caminhões, produção em grande escala) e a produção de muitas externalidades (gasto de combustíveis fósseis, lixo, desperdício de alimentos, poluição, desigualdade social).

Uma cidade sustentável é uma cidade para todos e que valoriza a economia local. Tem diversidade de serviços, tem áreas agrícolas, quintais produtivos, espaços de conservação da natureza, roteiros sustentáveis de turismo.

As feiras agroecólogicas encurtam o caminho entre campo e cidade. A agricultura na cidade ou próxima da cidade incentiva cidades menos adensadas, mais respiráveis e socialmente mais justas.

Como fazer frente ao poder da especulação imobiliária?

O mercado de alimentos pode ter um papel importante nesta história. Ao comprar alimentos locais estamos incentivando a construção de cidades mais sustentáveis.

Morador de Jacarepaguá, apóie a Feira Orgânica/Agroecológica da Freguesia!

Feiras Orgânicas e Agroecológicas

A Feira Agroecológica da Freguesia e o Sertão Carioca

A zona oeste do Rio de Janeiro era chamada de zona rural da cidade ou Sertão Carioca.

Sua paisagem e tipos humanos: o bananeiro, o pescador, o tamanqueiro, as esteireiras, o vendedor de porta em porta, etc, foram retratados na obra “O Sertão Carioca” de 1933, escrita por Armando Magalhães Corrêa.

Com os novos usos da cidade e um processo intenso de especulação imobiliária, a atividade agrícola foi invisibilizada, mas ela ainda existe e sua manutenção hoje é um importante patrimônio da cidade do Rio de Janeiro.

Nas localidades do Rio da Prata (Campo Grande), Pau da Fome (Taquara), Vargem Grande), Guaratiba, Mendanha, ela é mantida e seus produtores têm se convertido à produção orgânica/agroecológica e se tornaram muito importantes na conservação do Parque Estadual da Pedra Branca e do Mendanha.

Conheça e valorize esta importante paisagem cultural da cidade do Rio de Janeiro(https://vimeo.com/55602335).

Para começar, visite as feiras onde seus agricultores vendem seus produtos:

-Feira Orgânica/Agroecológica da Freguesia,
-Feira Agroecológica de Campo Grande,
-Feira Orgânica do Rio da Prata).

Sertão Carioca

Feira Orgânica/Agroecológica da Freguesia
Alimentação orgânica e mudança de hábitos

Muitos dos nossos alimentos e hábitos alimentares têm sido impostos pelo mercado, pelos grandes grupos econômicos que controlam a cadeia de produção de alimentos no mundo.

Queremos assim consumir tomate e alface o ano todo, comprar em mercados abertos 24h, queremos alimentos de aparência perfeita, prontos para consumir, em muitas embalagens plásticas e de isopor.

Estamos acostumados a não pensar sobre as consequências desses hábitos e não sabemos de onde vem nossos alimentos.

Muitos alimentos que consumimos em nossa infância, dos quintais da família, do mercadinho local ou do verdureiro desapareceram de nossos pratos.

Segundo a autora do livro Agrobiodiversidade e o Direito dos Agricultores, Juliana Santilli: 85% do alimento consumido no mundo provém, direta ou indiretamente, de apenas 20 tipos de plantas e dois terços de apenas quatro carboidratos: milho, trigo, arroz e batata.

Esta padronização alimentar traz riscos para a segurança alimentar e graves impactos socioambientais – pela necessidade de produção em grande escala, pelas monoculturas e consequente necessidade do uso de agrotóxicos, pelo gasto de combustível fóssil para seu transporte, pelas condições insalubres e de exploração a que são submetidos os agricultores.

Buscar uma alimentação sem veneno e que respeita o equilíbrio ambiental implica em acompanhar e saber qual a “época” de produção dos alimentos e variar o consumo de acordo com esses ciclos, significa resgatar hábitos alimentares antigos de nossa cultura e estar disposto a conhecer novos alimentos e dar preferência a alimentos locais.

Mudança de hábitos

Publicado em 03/02/2016

Atenção: No sábado 06/02 excepcionalmente não funcionará por causa do Carnaval.

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